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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Não me critique coração


Não costumo olhar a passagem, muito menos distinguir credo, raça ou cor. Pra mim é tudo facilmente igual. Não sei se sou notada, simplesmente passo e faço. Faço o tipo carrancuda, mas me auto confidencio, sou muito bem humorada, obrigada! Sou pouca e calma. Não me dilacere o coração. Sou água e alma. Não me desconcerte sem razão. Sou pouca voz e muito choro. Sou um coral berrante, sou magnitude escaldante. Sou pouca vela, sou muita luz. Sou nua e crua como sempre quis. Não me tire à razão, não me critique coração. Muito de ti é um pouquinho de mim. Sem razão.

Maísa Gomes

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